19/01/2016

Pesquisa Cesta básica de Parnaíba - NUPES‏

O Custo da cesta básica na cidade de Parnaíba entre os meses de Dezembro(2015) e Janeiro(2016), (alimentação).
 O ambiente econômico a nível Brasil passa por desequilíbrios que envolvem desde a situação política às relações exteriores, esses desequilíbrios atingem diretamente a economia interna do país provocando desconfiança no mercado e são refletidos diretamente sobre variáveis como desemprego, aumento da dívida e fatores fundamentais aos brasileiros. Assim, esse conjunto desestruturado promove um aumento de custos e gastos, gastos e custos praticados pelo governo e adjacentes que são repassados em todos os níveis da economia, sendo mais perceptível no extremo mais fraco expondo os efeitos negativos desses aumentos sobre a população como um todo. De certa forma, em busca do equilíbrio, o governo realizada medidas de mitigação desses efeitos, mas, em contrapartida, essas medidas muitas vezes ocorrem sobre a variável mais impactante na economia, o preço. Esse quando se eleva reduz os níveis de compra de determinados produtos, logo, há uma redução em níveis de investimentos e um encadeamentos de outros efeitos.           Com base no exposto, o Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais – Nupes realizou entre os meses de Dezembro de 2015 e Janeiro de 2016 o levantamento dos preços praticados no mercado varejista da cidade de Parnaíba - PI, vislumbrando quantificar através de índice, a variação ocorrida nos preços de itens que compõem a cesta básica local no quesito alimentação. Para a realização do cálculo é considerada a tabela de produtos proposta pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômico - DIEESE para a região no qual Parnaíba está localizada, sobre ela é faz-se a variação percentual entre os meses. 
   Ao variação no custo da cesta básica considerando apenas os produtos alimentícios na cidade foi consolidada uma variação positiva de 2,73% entre Dezembro e Janeiro deste ano. O valor da cesta em Dezembro de 2015 consolidou-se em R$ 365,49 (trezentos e sessenta e cinco reais e quarenta e nove centavos), representando 40,57% do salário mínimo do ano de 2015, sendo este de 788,00, em contrapartida, o custo da cesta no mês de Janeiro foi de R$ 378,03 (trezentos e setenta e oito reais e três centavos) representando 42,96% do salário mínimo do ano de 2016, no qual foi reajustado pelo decreto  8.618/2015 para o valor de 880,00, um incremento de 11,67% sobre o anterior de 788,00, considerando a inflação medida até novembro de 2015 pelo IPCA, que foi de 10,28% (G1, 2015) o ganho real do salário foi de apenas 1,39%. O trabalhador que possui renda de R$ 788,00, livre de impostos, trabalha em média 102,04 horas para custear a alimentação, considerando uma jornada mensal de 220 horas. 
      Os produtos que compõem a cesta estão sujeitos a fatores endógenos e exógenos que podem influenciar nas variações, dentre esses fatores estão as sazonalidades correntes que reduzem o preço dos produtos, ou os elevem em escalas diferentes. No contexto, o produto que contribuiu de forma significativa para a variação positiva do índice, foi representada pela batata, tal produto teve seu preço aumentado de R$ 4,39 para R$ 5,99, o que representou variação de + 26,71% contribuindo assim para o aumento do índice final.       Os itens que tiveram maior variação positiva, além da batata, foram o feijão, ovos e o café em pó com variações de 23,88%, 16,74% e 8,27% respectivamente. Em sentido contrário, os itens com maior variação percentual são representados pela frutas (representadas pela banana), e a carne (representada pelo colchão mole) com variações de - 16,98% e -4,37%. Os itens legumes (representados pelo tomate) e o pão francês não sofreram variações entre os períodos analisados.       
     A tabela a seguir (Tabela 1) reflete os preços absolutos e variações por produto. A variação final corresponde ao valor total da cesta básica no mês de novembro em relação ao valor total do mês de outubro. 
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          Os níveis dinâmicos da variação corrente oscilaram de formas distintas ao longo do levantamento dos dados que tiveram inicio em Agosto de 2015, desde então, tivemos algumas variações negativas e outras positivas, sendo a maior variação entre os meses de Novembro e Dezembro atingindo a casa dos 12,52%. O gráfico a seguir (Gráfico 1) revela as variação registradas durante os 5 meses desde o inicio do levantamento. Em destaque estão os níveis de inflação acumuladas no período atingindo no mês de Janeiro de 2016 o valor de 10,76%.  
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Fonte: http://g1.globo.com/economia/noticia/2015/12/governo-regulamenta-salario-minimo-de-2016-no-valor-de-r-880.html

Enviada por: 
Mailson Marques 
Acadêmico em Ciências Econômicas - UFPI / Ciências Contábeis - UNIP
Núcleo de Pesquisas Econômicas e Sociais - NUPES

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