12/03/2015

Regina faz homenagem ao Dia Internacional da Mulher

Foto: Alessandro Dantas

Durante o discurso em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, nesta quinta-feira (12/03), no Senado Federal, a senadora Regina Sousa (PT-PI) destacou que nas últimas duas décadas, o aumento da participação feminina no mercado de trabalho reduziu em cerca de 30% a pobreza extrema e a desigualdade em toda a América Latina. Os dados são do Banco Mundial.
“As políticas sociais do governo do Partido dos Trabalhadores, nos últimos 12 anos, refletem bem essa realidade. O Bolsa Família e o Minha Casa, Minha Vida, por exemplo, são programas que priorizam a mulher como titular dos benefícios, de forma que, empoderada, ela tenha meios para tirar sua família da pobreza extrema”, disse Regina durante o discurso.
Para a senadora, apesar de todas as lutas e conquistas, “há pontos ainda não resolvidos nas relações de gênero. Não podemos negar os avanços, mas ainda é muito pouco o que conquistamos, considerando a representação feminina na sociedade”.
Regina Sousa destacou que a violência contra a mulher ainda persiste e precisa acabar. Destacou ainda a necessidade de mais participação das mulheres nos espaços públicos.
“Estamos em plena discussão da Reforma Política, momento oportuno de sairmos do discurso para a prática, de fazermos uma Reforma Política Inclusiva, onde se garanta o espaço das mulheres, não mais apenas como um percentual de candidaturas, mas uma cota das vagas nas cadeiras dos Legislativos”, afirmou.
Segundo a representante do Piauí, a proposta da bancada feminina do Senado e da Câmara é que, no mínimo, 30% das vagas no Parlamento sejam reservadas para mulheres. “E que não venha o discurso de que cota é coisa de cultura atrasada. A Alemanha acabou de aprovar lei determinando cota de 30% das direções das empresas privadas para as mulheres”, explicou.
Regina também comemorou a instalação, na última semana, da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência Contra a Mulher no Congresso, como um dos eventos comemorativos do Dia Internacional da Mulher. A criação dessa comissão é fruto do trabalho da CPMI que apurou, durante um ano e meio, as causas da violência contra a mulher no país e que mapeou os instrumentos do estado para combater essa prática.
A senadora homenageou, em seu discurso, todas as mulheres brasileiras contando um pouco da história de lutas e vitórias de heroínas: Dandara dos Palmares, a guerreira negra que, ao lado de Zumbi, lutou para libertar os negros da escravidão no Brasil; Esperança Garcia, a corajosa escrava que sabia ler e escrever e denunciou ao governador do Piauí os maus tratos que sofria; Genu Moraes, a contestadora de costumes que revolucionou o Piauí sem se considerar feminista; Francisca Trindade, a combativa piauiense, negra, pobre e que contrariando o status quo foi um dos maiores exemplos de garra e ética da política do Piauí.

Ascom

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