Poço do Marruá garante água, lazer e alimentos para população
Poço do Marruá, em Patos do Piauí, mantém grande volume de água em seu reservatório
Francisco Leal Ccom
Barragem Poço de Marruás (Foto:Francisco Leal)
Mais de um ano depois do último inverno registrado na região, a barragem Poço do Marruá, no município de Patos do Piauí, a 400 quilômetros de Teresina, e em plena região do Semiárido, perdeu três metros de água de seu lago, o que representa cerca de 50 milhões de litros. Mesmo assim, continua garantindo o abastecimento de cidades da região e lazer e alimentos para a população.
Para o engenheiro Norbelino Lira de Carvalho, assessor especial do Governo do Estado e responsável pelo projeto da barragem, Poço de Marruá tem condições de suportar vários anos de seca seguidos sem comprometer sua capacidade de abastecimento.
Pelos cálculos do engenheiro, Poço de Marruá, em caso de mais um ano de seca, perderá um volume menor de água do que o registrado este ano. “Daqui para frente, o nível não deverá baixar mais de dois metros por ano de seca, uma vez que o solo do lago vai passar a absorver menos água”, explica.
Como a profundidade do lago chega a 48 metros, nas contas do engenheiro, em cinco anos de invernos irregulares a barragem ainda terá pelo menos a metade de seu reservatório preservado, o que corresponde a cerca de 140 milhões de metros cúbicos de água. Com este volume, os 20 mil habitantes dos municípios de Simões, Caridade, Jacobina, Patos e Curral Novo continuarão sendo abastecidos pela barragem, sem qualquer dificuldade.
Inaugurada pelo governador Wilson Martins, em 2010, a barragem Poço de Marruá foi construída com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), no valor de R$ 191,2 milhões.
Com capacidade para acumular 293,4 milhões de metros cúbicos de água, a barragem possui uma bacia hidráulica superior a 1,8 mil hectares e um sangradouro de 200 metros de largura. A obra também garante a perenização do rio Itaim, permitindo a irrigação de 5 mil hectares as suas margens. A irrigação e projetos de piscicultura que estão sendo implantados poderão gerar, no futuro, cerca de 75 mil empregos entre diretos e indiretos.
Piscicultura
O desenvolvimento da pesca no lago da barragem Poço de Marruá, embora ainda no início, já garante o sustento de famílias. É o caso da família de José Hilton, que nos fins de tarde costuma pescar no local, “para melhorar o pirão dos meninos”.
José Hilton, 42 anos, trabalhou como operário na construção da barragem, que hoje ainda garante o seu sustento. “O que ouvia dizer aqui na obra, era que esta barragem não ia encher nunca e que não ia servir para nada. Teve até um engenheiro do Ceará que prometeu vir fazer uma festa aqui no dia em que ela ficasse cheia”, conta ele, lembrando que a barragem transbordou logo no primeiro ano, mas o engenheiro nunca apareceu.
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