13/03/2012

TENSÃO:

Rebelião do PMDB faz Dilma tirar Romero Jucá de cargo

Folha de S.Paulo
Brasília - A rebelião da base aliada, insatisfeita com o Palácio do Planalto, fez ontem a sua primeira vítima: o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), foi destituído.
Ele dará lugar ao senador Eduardo Braga (PMDB-AM).
A crise também deve derrubar o líder na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP), que sofre processo de desgaste desde o ano passado.
Ele foi convocado para uma reunião hoje de manhã com a presidente Dilma Rousseff.
Conhecido entre colegas como o "eterno" líder no Senado, Jucá exerceu a função nos governos de Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma.
Entre idas e vindas, ocupava o cargo havia 13 anos. Iniciou a última passagem em 2006, ainda durante o primeiro mandato de Lula.
Ontem à noite, a assessoria do senador publicou no Twitter que ele continuava no posto "até o momento", mas sua queda era dada como certa por membros do governo
Jucá perdeu apoio de Dilma na semana passada, quando ela sofreu sua primeira derrota no plenário do Senado: a derrubada de Bernardo Figueiredo do comando da ANTT, agência reguladora do setor de transportes.
Jucá foi apontado como um dos mentores da traição orquestrada pelo PMDB, que irritou a presidente.
Apesar de ser alertado por colegas sobre o risco de revés, o senador manteve a votação.
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