Garotas de programa e travestis passam o dia atendendo homens dentro de carros
São Paulo - O movimento não para nunca na Avenida Lineu de Paula Machado, nas imediações do Jóquei Clube de São Paulo, no Cidade Jardim, Zona Oeste de São Paulo. Há mais de vinte anos a via é ponto de prostituição - apesar de protesto de moradores. A região é de classe alta, com mansões e casarões. Mas os clientes que abordam as garotas de programa e os travestis não ligam se é noite ou dia, se há vizinhos ou não. Conversam com as mercenárias do amor, negociam e partem para o sexo - em motéis da região ou, o que está virando cena comum, no meio da rua mesmo, dentro de carros, no maior descaro.
As prostitutas e os travestis não gostam muito desse esquema, que costuma, de vez em quando, provocar flagrantes da polícia, chamada pela vizinhança. "Tem homens de todas as idades. Caras que dão uma escapada no meio do expediente e vêm até aqui para dar uma relaxada", relata o travesti Bianca, loura alta, 26 anos, de calça branca apertada, top vermelho, cigarro na boca e salto alto. "O programa em motel sai por R$ 100. Se o sujeito insistir e quiser fazer na rua, reclamo. Só vou se pagar bem - uns R$ 300 -, mas dá medo de ser presa. Só que a maioria das prostitutas transa no carro mesmo. É perigoso, mas não tem jeito. E dá dinheiro."
Alessandra, de 29, confirma que a maioria dos clientes prefere fazer sexo à tarde. "É quando o movimento é maior. Basta achar um cantinho perto de uma árvore. Ninguém vê."
Há também veteranas das ruas. Márcia, de 46 anos, já foi casada. Hoje, fica na avenida das 10 às 18 hs. "Só atendo em hotel e motel", jura. "Mas tem amigas que não dão bola em transar no carro."
Tem mais um detalhe: muitos clientes querem transar sem camisinha. "Pagam entre R$ 300 e R$ 600", diz Márcia.

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