Em tom de desabafo, o senador João Vicente Claudino (PTB) criticou a retirada do apoio do PT à reeleição do prefeito Elmano Férrer (PTB). Em entrevista coletiva, no início da tarde desta quinta-feira (28), o senador afirmou que o rompimento "foi uma covardia, uma traição".
“Os adjetivos são muitos para definir isso. Acho um ato de covardia, uma traição. Fiquei muito surpreso com essa decisão”.
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| Fotos: Evelin Santos / Cidadeverde.com |
O
senador disse ainda que está descrente na política. "É preciso ter
palavra na política. O que mais me surpreende foram os fatos que
ocorreram em cima da hora. A política está se tornando um vale tudo.
Havia uma coligação formada, com tudo definido e construído e fomos
surpreendidos por esse processo", disse o senador.
O
político lembrou a coligação feita em 2002 entre o PT e o PTB, que,
segundo ele, viabilizou a eleição de Wellington Dias (PT) como
governador. "Eu retroajo a 2002, quando ele foi candidato. O nome dele
nem aparecia nas pesquisas e ele foi vitorioso com o apoio de todos
nós".O senador se negou a comentar sobre a escolha do vice-prefeito. "O
prefeito é quem vai definir isso, é quem vai fazer esse entendimento. O
que posso dizer é que Elmano Férrer mantém sua candidatura para a
prefeitura".
Quem comanda
O
senador garantiu que o prefeito Elmano Férrer é o “comandante” e quem
vai coordenar a campanha em Teresina. “Toda decisão municipal, política e
coligação, quem decide é Elmano. Ele e o comandante”.
Segundo
João Vicente, o rompimento do PT com o PTB gerou uma crise política até
mesmo de conceito e que deixou “marcas profundas”.
“Eu
fico triste com o andamento de tudo isso e que provoca uma reflexão
para as eleições futuras”, disse o senador. Ele informou ainda que não
esteve com Wellington Dias após o anúncio do rompimento.
Jordana Cury e Yala Sena
redacao@cidadeverde.com

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