31/10/2010

Eleito o segundo governador

Agnelo, do PT, encerra era Roriz no DF

Petista obteve 66,1% dos votos com 99,9% das urnas apuradas, desbancando a mulher de Joaquim Roriz, que obteve 33,8% dos votos

Gabriel Costa e Ana Paula Leitão, iG Brasília | 31/10/2010 18:05

Com 99,9% dos votos apurados, o médico baiano Agnelo Queiroz, do PT, é o novo governador eleito do Distrito Federal, com 66,1%. Depois de uma disputa marcada por acusações mútuas entre sua campanha e a da adversária Weslian Roriz, do PSC – que obteve 33,8% dos votos – o candidato do PT vai assumir no dia 1º de janeiro o Palácio do Buriti, aos 52 anos, e promete chefiar também, ao longo dos três primeiros meses de governo, a Secretaria de Saúde do DF. Ele coloca, assim, um ponto final à era Roriz no Distrito Federal.
Roriz foi governador do DF por quatro mandatos, o primeiro nomeado pelo ex-presidente José Sarney, em 1988, época em que essa unidade da Federação não elegia diretamente seus governantes. Ele já havia sido vereador e prefeito de Luiziânia (GO), além de vice-governador e ministro da reforma agrária do ex-presidente Fernando Collor (1990-1992). Roriz está com 74 e, dificulmente, deve se canditar ao governo do DF em 2014, quando terá 78 anos.
Agnelo
Foto: AE
Agnelo, do PT, eleito para o governo do DF
Agnelo dos Santos Queiroz Filho, nascido no município de Itapetinga, na Bahia, é o filho mais velho de um funcionário público e uma cabeleireira, estudou em escolas públicas e formou-se em Medicina na Universidade Federal da Bahia. Chegou a Brasília durante a década de 1980, para especializar-se em cirurgia no Hospital de Base da capital federal. Após um período como presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, foi eleito deputado distrital pelo PC do B em 1990.
Após a passagem pela Câmara Legislativa, Agnelo foi eleito por três vezes consecutivas deputado federal pelo DF, período durante o qual continuou a exercer a medicina com operações semanais. Em 2003, ministro do Esporte durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encarou as primeiras polêmicas de sua trajetória.
À frente do ministério, foi alvo de acusações relativas a irregularidades no programa Segundo Tempo, de sua autoria. As denúncias foram trazidas novamente à tona durante o pleito deste ano pela campanha de Weslian Roriz, que exibiu em seu programa eleitoral o depoimento de testemunhas da Operação Shaolin, uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal. 

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