Agnelo, do PT, encerra era Roriz no DF
Petista obteve 66,1% dos votos com 99,9% das urnas apuradas, desbancando a mulher de Joaquim Roriz, que obteve 33,8% dos votos
Com 99,9% dos votos apurados, o médico baiano Agnelo Queiroz, do PT, é o novo governador eleito do Distrito Federal, com 66,1%. Depois de uma disputa marcada por acusações mútuas entre sua campanha e a da adversária Weslian Roriz, do PSC – que obteve 33,8% dos votos – o candidato do PT vai assumir no dia 1º de janeiro o Palácio do Buriti, aos 52 anos, e promete chefiar também, ao longo dos três primeiros meses de governo, a Secretaria de Saúde do DF. Ele coloca, assim, um ponto final à era Roriz no Distrito Federal.
Roriz foi governador do DF por quatro mandatos, o primeiro nomeado pelo ex-presidente José Sarney, em 1988, época em que essa unidade da Federação não elegia diretamente seus governantes. Ele já havia sido vereador e prefeito de Luiziânia (GO), além de vice-governador e ministro da reforma agrária do ex-presidente Fernando Collor (1990-1992). Roriz está com 74 e, dificulmente, deve se canditar ao governo do DF em 2014, quando terá 78 anos.
Agnelo
Agnelo dos Santos Queiroz Filho, nascido no município de Itapetinga, na Bahia, é o filho mais velho de um funcionário público e uma cabeleireira, estudou em escolas públicas e formou-se em Medicina na Universidade Federal da Bahia. Chegou a Brasília durante a década de 1980, para especializar-se em cirurgia no Hospital de Base da capital federal. Após um período como presidente da Associação Nacional dos Médicos Residentes, foi eleito deputado distrital pelo PC do B em 1990.
Após a passagem pela Câmara Legislativa, Agnelo foi eleito por três vezes consecutivas deputado federal pelo DF, período durante o qual continuou a exercer a medicina com operações semanais. Em 2003, ministro do Esporte durante o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, encarou as primeiras polêmicas de sua trajetória.
À frente do ministério, foi alvo de acusações relativas a irregularidades no programa Segundo Tempo, de sua autoria. As denúncias foram trazidas novamente à tona durante o pleito deste ano pela campanha de Weslian Roriz, que exibiu em seu programa eleitoral o depoimento de testemunhas da Operação Shaolin, uma investigação da Polícia Civil do Distrito Federal.

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