Vacina contra a gripe A terá "recall"
Após admitir erro, autoridades convocaram 285 pessoas para repetir o procedimento
Erros na administração da vacina contra a gripe A em dois postos de saúde, de Porto Alegre e Santa Maria, levaram as autoridades a convocar 285 pessoas a refazer o procedimento.
Na Capital, são chamadas 150 pessoas que receberam a dose no posto de saúde Santa Cecília, nos dias 22 e 23 de março. Em Santa Maria, outras 135 que passaram pela Estratégia Saúde da Família (ESF) do bairro São João, em 24 de abril.
Em vez de receberem doses completas, capazes de imunizá-las contra a gripe A, essas pessoas foram vacinadas com um produto que não tem efeito algum.
Trinta e oito dias após o incidente na Capital, a Secretaria Municipal da Saúde desconhece o que aconteceu. Técnicos sabem apenas que, por algum motivo, a vacina foi aplicada de forma incorreta. De acordo com Anderson Araújo de Lima, responsável pela Coordenação Geral de Vigilância em Saúde, para terem efeito, as doses fabricadas pelo laboratório GSK precisam ser misturadas com uma substância conhecida como adjuvante — um líquido que estimula o antígeno, responsável pelo efeito imunizador, e torna a vacina eficiente.
— Durante todo o dia 22 e parte do dia 23 de março, 150 pessoas receberam apenas o adjuvante, sem o antígeno. O adjuvante, sozinho, não tem efeito algum, mas também não oferece risco ao paciente — detalha Lima.
É como se os usuários do posto, naqueles dois dias, tivessem recebido placebo ao invés de vacina. Na Capital, além do GSK, são ministradas vacinas fabricadas pelo laboratório Pasteur, que não exige a mistura. Lima não sabe o número de vacinas disponíveis na rede pública de saúde produzida por cada um dos laboratórios.
Como quem se vacina não deixa telefone ou endereço, funcionários Santa Cecília fizeram uma busca através da lista telefônica para localizar os supostamente imunizados. Como a ação resultou ineficiente, afixaram um cartaz no posto alertando para necessidade de retorno — sem informar o motivo.
— Das 150 pessoas atendidas, aproximadamente 20 crianças já voltaram. Estudávamos a possibilidade de avisar pelos meios de comunicação. O importante é não colocar em dúvida do processo de vacinação — pondera Lima.
O supervisor de vendas Marcos Cerutti, 23 anos, tomou conhecimento quinta-feira de que a vacina que deixou o seu braço esquerdo dolorido era inoperante. E não por intermédio de funcionários da saúde.
— A mãe de um amigo meu me alertou de que era necessário voltar ao posto. Meu pai ligou para lá e descobriu o que tinha acontecido. Por que não comunicaram logo os meios de comunicação? — critica Cerutti.
Na Capital, são chamadas 150 pessoas que receberam a dose no posto de saúde Santa Cecília, nos dias 22 e 23 de março. Em Santa Maria, outras 135 que passaram pela Estratégia Saúde da Família (ESF) do bairro São João, em 24 de abril.
Em vez de receberem doses completas, capazes de imunizá-las contra a gripe A, essas pessoas foram vacinadas com um produto que não tem efeito algum.
Trinta e oito dias após o incidente na Capital, a Secretaria Municipal da Saúde desconhece o que aconteceu. Técnicos sabem apenas que, por algum motivo, a vacina foi aplicada de forma incorreta. De acordo com Anderson Araújo de Lima, responsável pela Coordenação Geral de Vigilância em Saúde, para terem efeito, as doses fabricadas pelo laboratório GSK precisam ser misturadas com uma substância conhecida como adjuvante — um líquido que estimula o antígeno, responsável pelo efeito imunizador, e torna a vacina eficiente.
— Durante todo o dia 22 e parte do dia 23 de março, 150 pessoas receberam apenas o adjuvante, sem o antígeno. O adjuvante, sozinho, não tem efeito algum, mas também não oferece risco ao paciente — detalha Lima.
É como se os usuários do posto, naqueles dois dias, tivessem recebido placebo ao invés de vacina. Na Capital, além do GSK, são ministradas vacinas fabricadas pelo laboratório Pasteur, que não exige a mistura. Lima não sabe o número de vacinas disponíveis na rede pública de saúde produzida por cada um dos laboratórios.
Como quem se vacina não deixa telefone ou endereço, funcionários Santa Cecília fizeram uma busca através da lista telefônica para localizar os supostamente imunizados. Como a ação resultou ineficiente, afixaram um cartaz no posto alertando para necessidade de retorno — sem informar o motivo.
— Das 150 pessoas atendidas, aproximadamente 20 crianças já voltaram. Estudávamos a possibilidade de avisar pelos meios de comunicação. O importante é não colocar em dúvida do processo de vacinação — pondera Lima.
O supervisor de vendas Marcos Cerutti, 23 anos, tomou conhecimento quinta-feira de que a vacina que deixou o seu braço esquerdo dolorido era inoperante. E não por intermédio de funcionários da saúde.
— A mãe de um amigo meu me alertou de que era necessário voltar ao posto. Meu pai ligou para lá e descobriu o que tinha acontecido. Por que não comunicaram logo os meios de comunicação? — critica Cerutti.
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