Um filme rodado na favela, mas sem cenas fortes de violência ou situação impactante pelo viés da tragédia. Este foi o ponto de partida para a concepção de "Sonhos Roubados", o quinto longa da cineasta carioca Sandra Werneck, autora de Cazuza, "O Tempo Não Para" (2004) e "Pequeno Dicionário Amoroso" (1996) que entra em pré-estreia, nesta sexta-feira, 14, em Salvador.
A trama se baseia no livro "As meninas da esquina – Diário dos sonhos, dores e aventuras de seis adolescentes no Brasil", de Eliane Trindade. O roteiro, criado pela própria autora em parceria com outros cinco profissionais, opta por três personagens da obra original e possibilita que jovens atrizes façam a sua estreia na tela.
A atriz Nanda Costa, conhecida por aparições televisivas como na novela "Viver a Vida", interpreta Jéssica, a mais madura do trio, mãe solteira, dada a aventuras sexuais remuneradas. Já Amanda Diniz, que encarnou a Narizinho numa das últimas edições da série infantil de televisão O "Sítio do Picapau Amarelo", vive a mais jovem, alvo dos ataques pedófilos do tio (Daniel Dantas).
Amor Bandido - A estreante Kika Farias interpreta a amiga do meio, que se envolve com um bandido. Entre os coadjuvantes, o filme traz nomes de peso, como Marieta Severo, Nelson Xavier, Ângelo Antonio e Daniel Dantas.
Para Sandra Werneck, seu filme é sobre “o percurso natural de sobrevivência das jovens personagens”, que ela se esforça para retratar sem evocar o senso comum e o preconceito sobre os moradores de comunidades da classe mais pobre. “Fiz testes com mais de cem atrizes desconhecidas do grande público para encontrar meninas capazes de transmitir uma sensação de verdade”.
Sobre o fato de retratar dilemas que não são tão comuns entre meninas de classe social mais confortável, como o ato de exigir dinheiro em troca das relações sexuais, a diretora faz questão de ressaltar: “Não se trata exatamente de prostituição, mas de um tipo de relação que se estabelece pela carência de muitas coisas que estas meninas sentem”.
“Meu desejo foi apresentar um filme que trouxesse como mensagem a esperança, uma coisa positiva, mesmo diante de todas as dificuldades que as personagens encontram”, complementa a diretora, em coletiva à imprensa no Rio de Janeiro. Para Nelson Xavier, que vive o avô de Jéssica, este é um filme sobre fatos como a maternidade, que “arrancam precocemente a infância destas meninas”. Impressionado com as jovens atrizes, Ângelo Antonio arremata: “Aprendi muito com elas”.
A trama se baseia no livro "As meninas da esquina – Diário dos sonhos, dores e aventuras de seis adolescentes no Brasil", de Eliane Trindade. O roteiro, criado pela própria autora em parceria com outros cinco profissionais, opta por três personagens da obra original e possibilita que jovens atrizes façam a sua estreia na tela.
A atriz Nanda Costa, conhecida por aparições televisivas como na novela "Viver a Vida", interpreta Jéssica, a mais madura do trio, mãe solteira, dada a aventuras sexuais remuneradas. Já Amanda Diniz, que encarnou a Narizinho numa das últimas edições da série infantil de televisão O "Sítio do Picapau Amarelo", vive a mais jovem, alvo dos ataques pedófilos do tio (Daniel Dantas).
Amor Bandido - A estreante Kika Farias interpreta a amiga do meio, que se envolve com um bandido. Entre os coadjuvantes, o filme traz nomes de peso, como Marieta Severo, Nelson Xavier, Ângelo Antonio e Daniel Dantas.
Para Sandra Werneck, seu filme é sobre “o percurso natural de sobrevivência das jovens personagens”, que ela se esforça para retratar sem evocar o senso comum e o preconceito sobre os moradores de comunidades da classe mais pobre. “Fiz testes com mais de cem atrizes desconhecidas do grande público para encontrar meninas capazes de transmitir uma sensação de verdade”.
Sobre o fato de retratar dilemas que não são tão comuns entre meninas de classe social mais confortável, como o ato de exigir dinheiro em troca das relações sexuais, a diretora faz questão de ressaltar: “Não se trata exatamente de prostituição, mas de um tipo de relação que se estabelece pela carência de muitas coisas que estas meninas sentem”.
“Meu desejo foi apresentar um filme que trouxesse como mensagem a esperança, uma coisa positiva, mesmo diante de todas as dificuldades que as personagens encontram”, complementa a diretora, em coletiva à imprensa no Rio de Janeiro. Para Nelson Xavier, que vive o avô de Jéssica, este é um filme sobre fatos como a maternidade, que “arrancam precocemente a infância destas meninas”. Impressionado com as jovens atrizes, Ângelo Antonio arremata: “Aprendi muito com elas”.

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